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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

TERCEIRO CÉU

"Em verdade que não convém gloriar-me; mas passarei às visões e revelações do Senhor. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu." (2 Coríntios 12:1-2)

 Paulo, usando de um recurso linguístico em seu texto, fala como se estivesse falando de uma segunda pessoa, mas ele faz exatamente isso por não se achar merecedor de tamanha graça. A maneira de ele se colocar (um homem em Cristo) indica que ele não se considerava merecedor e nem ao menos compreendia se tal evento se deu como uma visão magnífica e extasiante ou se seu corpo físico foi trasladado para um plano celestial. Contudo, recebeu o fato de boa vontade, como prova de seu chamado apostólico. Quando todos estavam se gabando e tentando desmerecer o ministério desse abnegado servo de Deus, ele resolveu falar não de coisas materiais, mas da grandeza de Deus, de seu poder e sobre a confirmação do seu chamado. Esse servo do Senhor foi o único que - em toda a Bíblia - nos relata que foi ao Paraíso, ao Céu, e viu e ouviu coisas grandiosas que não nos são permitidas ver ou delas saber. Veja que foi algo tão fantástico que ele não sabe se foi em corpo ou só em espírito. Paulo não induziu ou conquistou sua experiência especial com Cristo, por isso se sentia no direito de dar ocasião a qualquer autoglorificação. Vemos que esse homem de Deus falava de coisas espirituais e não de físicas, assim como os supostos homens de Deus da nossa atualidade, que, para justificarem a sua aprovação por Deus, falam de conquistas materiais. Esses tolos que dizem conhecer o Senhor, com certeza, nunca o viram, porque, se assim fosse, teriam um outro comportamento, principalmente no púlpito. A maioria deles nunca teve experiência real com o Senhor. "E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) Foi arrebatado ao Paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar." (2 Coríntios 12:3-4). O que Paulo viu e ouviu não é permitido a ninguém ouvir e saber, portanto foi um privilégio muito grande, e isso mostrava a confiança que o Senhor tinha nele como servo obediente. Esse ex-perseguidor da Igreja foi muito amado pelo Senhor, porque mostrou a sua fidelidade extrema, como sabemos.
 "De alguém assim me gloriarei eu, mas de mim mesmo não me gloriarei, senão nas minhas fraquezas. Porque, se quiser gloriar-me, não serei néscio, porque direi a verdade; mas deixo isto, para que ninguém cuide de mim mais do que em mim vê ou de mim ouve." (2 Coríntios 12:5-6). Paulo tem certeza de sua experiência arrebatadora, diferentemente dos falsos apóstolos, que apenas teorizavam sobre visões e revelações divinas. Ainda que os rabinos israelenses acreditassem em sete céus, Paulo aqui se refere ao "terceiro céu" como um lugar chamado "paraíso", o céu mais elevado, situado muito além do céu imediato formado pela atmosfera terrestre, e fora do espaço exterior com todos os seus astros e galáxias, chegando onde Deus tem seu trono. Por isso, declara-se que Jesus Cristo ressurreto e glorificado passou pelos céus e, agora, tendo sido elevado além de todos os céus, está exaltado acima do "terceiro céu", onde as almas dos crentes que já deixaram seus corpos materiais descansam na presença do Senhor. A grandeza e as maravilhas presenciadas por Paulo ampliaram extraordinariamente sua fé e poder espiritual; entretanto, para que se mantivesse consciente de sua humanidade limitada e se preservasse humilde, uma aflição permanente e dolorosa lhe foi imposta. Sua glória deveria estar sempre e somente no Deus de toda Graça. "E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar." (2 Coríntios 12:7). Muitas são as conjecturas e especulações acerca da natureza desse "espinho na carne", que afligia permanentemente a pessoa do apóstolo e o fazia se sentir fraco e humilhado. Paulo, no entanto, jamais foi claro sobre isso nas Escrituras, nem seus discípulos e amigos. Para Lutero - e é o que eu também creio -, tratava-se de constantes perseguições; especialmente por parte dos judeus, seus próprios irmãos, aos quais Paulo dedicava tanto amor. De fato, nos textos hebraicos do Antigo Testamento, o termo "espinho" pode significar também "inimigos". Por outro lado, esse foi o "espinho" na carne do próprio Lutero em sua luta pela reforma. Paulo teve muitos sofrimentos físicos, padeceu de malária, de uma doença que muito prejudicava a sua visão, e de fortes enxaquecas. Isso sem falar de todas as lutas espirituais e psicológicas que um servo de Deus da estatura de Paulo certamente enfrentou. Assim como Jesus no Getsêmani, Paulo insistiu com Deus para que o livrasse daquele tormento. Entretanto, o Senhor preferiu cobrir o sofrimento do apóstolo com Graça e Poder. É assim que, muitas vezes, Deus nos abençoa nessa terra, não destruindo ou retirando o mal que nos aflige e enfraquece, mas transformando o nosso sofrimento em motivo de fé, crescimento espiritual e testemunho da sua Graça e amor eterno. Paulo havia aprendido a desfrutar da Graça do Senhor mesmo em meio aos sofrimentos, fraquezas e lutas dessa vida. "Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte." (2 Coríntios 12:8-10). 
Leiam e pratiquem a Bíblia. Que Deus os abençoe.
 Um abraço,
 Pr.Henrique Lino 
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